Depois de temporada de sucesso em São Paulo e em algumas das principais cidades brasileiras, Lázaro Ramos e Taís Araújo trazem para Goiânia peça que reinventa o último dia de Martin Luther King
    Dia 27 de maio, no Teatro Rio Vermelho  

     

     

     

    A peça O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo faz turnê pelo país, seguindo sua carreira de sucesso, tendo já sido vista por mais de 80 mil espectadores, além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Shell, de melhor atriz, para Taís Araújo.
     
    O Topo da Montanha, montagem que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway, em 2011, e começou sua trajetória de sucesso, em São Paulo, no dia 09 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, a montagem já passou, sempre com sessões esgotadas, por Campinas, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro.

    A encenação que conquistou tantos espectadores relembra que, há quase cinquenta anos, no dia 4 de abril de 1968, o mundo se despedia de Martin Luther King Jr, o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta pelo amor ao próximo e pelo repúdio à segregação racial norte-americana. Vale lembrar que somente entre 1883 e 1959, cerca de cinco mil negros foram linchados nos estados do Sul do país – e é este o momento histórico que a jovem dramaturga Katori Hall desconstrói na ficção.
     
    Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.
     
    A escrita, diga-se, faz sentido mesmo quando comparada à situação política daqueles tempos. Para citar uma frase do espetáculo: “parem a guerra do Vietnã e comecem a lutar contra a pobreza” – vista sob a ótica do presente, ela ainda parece possível ser proferida e ressalta as características de um líder que “teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta”. “Este texto me perseguiu como ator por dois anos, por meio de pessoas que diziam que tinha de fazê-lo no Brasil. E é contemporâneo porque é uma história também sobre enfrentar medos. Sobre os trilhos da coragem e do afeto”, resume Lázaro. “Tínhamos muito receio de que o texto fosse americano demais e não tocasse as pessoas. Mas o tempo e uma boa tradução nos convenceram que as questões do amor e da igualdade são relevantes e próximas a todos nós”, complementa Taís.
     
    A boa tradução para o português a que se refere Taís é de Silvio José Albuquerque e Silva, responsável por dar vida a temas universais e ainda envolventes. “Hall revela um líder ao mesmo tempo radical e pragmático, profético e imprevidente, sonhador, sedutor, frágil e, sobretudo, humano”, resume Silvio.
     
    Lázaro e Taís, a dupla que sucumbiu a um líder americano
     
    Também produtores da versão brasileira, Lázaro Ramos e Taís Araújo continuam a trajetória de sucesso ascendente da montagem num caminho de acasos que os levou a ela. O primeiro a vê-la, em Manhatan, foi um amigo do casal que a mencionou a Lázaro Ramos. Mais tarde, o diretor João Falcão apresentou ao ator o texto original, em inglês, ainda se dispondo a dirigi-lo. Feita uma primeira tradução, a conclusão da dupla Taís e Lázaro parecia irrevogável: o script era distante da realidade brasileira e demasiado americano, portanto não envolveria ninguém do lado de baixo da linha do Equador.
     
    Mas o tempo passou, e Lázaro Ramos entrevistaria Joaquim Barbosa. Seu chefe de gabinete, Silvio Albuquerque, admirador e conhecedor de Martin Luther King, entregou uma nova tradução a ele – inicialmente deixada de lado até que Taís a lesse. “A nova tradução era muito boa e ora eu ri, ora me emocionei. Finalmente fazia sentido e tive a convicção de que era viável para o Brasil. Insisti para que Lázaro a revisse e, mais tarde, com a impossibilidade do João Falcão dirigir, pressionei para que ele a assumisse”, relembra Taís. “Dirigir não estava em meus planos, principalmente porque conciliar a direção com a atuação era algo que eu sempre disse que não faria. Taís, minha grande parceira de cena e de vida, me convenceu a encontrar e acreditar na força de Martin Luther King”, prossegue Lázaro.
     
    É um encontro, afinal, completo para o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos – que à parte a vida conjugal comum, os trabalhos na televisão e no cinema, possuem carreiras sólidas também nos palcos. A carioca Taís Araújo faz desta sua décima peça teatral como atriz e a terceira como produtora – já esteve no elenco de Orfeu da ConceiçãoPersonalíssimaGimba; Liberdade para as BorboletasSolidoresO Método GrönholmAmores, Perdas e Meus VestidosDisse que Disse e Caixa de Areia.
     
    Já o soteropolitano Lázaro realizou mais de 20 espetáculos com o Bando de Teatro Olodum de 1994 a 2002, entre eles; Sonhos de Uma Noite de VerãoÓ Pai Ó e Ópera dos 3 Vinténs. Após sair de Salvador, destaque para A MáquinaMamãe Não Pode Saber e o Método Grönholm, além de ter dirigido e escrito os infantis As PaparutasA Menina Edith e a Velha Sentada, bem como esteve à frente da direção dos adultos Campos de Batalha e Namíbia, Não.
     
    Serviço:
    Espetáculo: O Topo da Montanha
    Data: 27 de maio, às 21h30
    Local: Teatro Rio Vermelho, Rua 4 nº 1.400 Centro

    Valor dos Ingressos:
    R$ 90 (inteira) / R$ 45 (meia-entrada)

    Promoção 1 - R$ 63 
    (30% de desconto na Inteira para Clientes Avianca, na compra de até 2 ingressos)

    Promoção 2 - R$ 45 
    (50% de desconto na Inteira para Clientes Porto Seguro, na compra de até 2 ingressos)

    Promoção 3 - R$ 45 
    (50% de desconto na Inteira para Assinantes de O Popular, na compra de até 2 ingressos)

    Vale Cultura - R$ 45
    (20% da lotação da casa)

    Vendas:
    Cartão de crédito: www.compreingressos.com e call center 4052-0016
    Submarino Festas – 3261-1775 / Komiketo da T-4
    Drogavet - 3928-1770

    Duração: 1h20m
    Classificação: 12 anos
    Gênero: Comédia Dramática

    Informações: 3219-3300 / 3400
    Att. Ana Paula e Silva / Dienys Rodrigues
    62. 9 9205-1517 / 9 9222-0362

    Ficha Técnica

    Texto de Katori Hall
    Direção de Lázaro Ramos
    Codireção de Fernando Philbert
    Tradução de Silvio Albuquerque
    Consultoria Dramatúrgica de Angelo Flávio
    Assistência de direção Thiago Gomes.
    Com Lázaro Ramos e Taís Araújo
    Voz Inicial da Mãe de Martin Luther king de Léa Garcia
    Preparação vocal de Edi Montecchi
    Cenografia de André Cortez
    Assistência de Cenografia de Carmem Guerra 
    Construção Cenário de Ono Zone Estúdio/ Fernando Bretas e Waldir Rosseti 
    Iluminação de Walmyr Ferreira 
    Assistência de Iluminação de Marcos Freire
    Figurinos de Teresa Nabuco
    Trilha sonora de Wladimir Pinheiro 
    Desenho de Som de Laércio Salles 
    Projeções de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
    Fotos de estúdio de Jorge Bispo 
    Fotos de cena de Valmyr Ferreira e Juliana Hilal
    Projeto gráfico da Dorotéia Design, Adriana Campos e Tamy Ponczyk
    Revisão de Regina Stocklen
    Assessoria de imprensa de Antonio Trigo 
    Comunicação para Web de Urgh.us 
    Direção, edição e imagens dos vídeos para Internet de Thiago Gomes
    Serviços de camareira de Solange Carneiro 
    Contraregragem de Fabiano Motomoto 
    Operação de luz de Kadu Moratori 
    Operação de som e projeção de Fernando Castro 
    Serviços técnicos de projeção de Bruno Mattos 
    Supervisão técnica de projeção de Alexandre Bastos - Novamídia
    Assistência técnica e de produção de Igor Dib
    Assistência de administração de Jandy Vieira 
    Administração Lei Rouanet de Thiago Oliveira
    Produção executiva e administração de Viviane Procópio
    Administração geral de André Mello 
    Direção de produção de Radamés Bruno
    Produção da BR Produtora
    Produtores associados André MelloLázaro Ramos Taís Araújo

    Lei Federal de Incentivo à Cultura 

    Patrocínio: Porto Seguro Seguros 
    Transportadora Oficial: Avianca 
    Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal – Ordem e Progresso