Coworkings
    Arquiteta Natália Eclea dá dicas para escolher os melhores espaços compartilhados

     

     

    Especialmente num cenário de crise, os espaços colaborativos surgem como alternativa entre empresários e empreendedores. A tendência ajuda a reduzir custos, mas para fazer valer o investimento, o desafio é acertar na escolha do local, que deve ser funcional, acolhedor e ao mesmo tempo permitir empregar personalidade.

    A arquiteta Natália Eclea explica que a infraestrutura desses espaços atende a uma expectativa de utilização. “Geralmente a decoração é neutra e minimalista, porém sem abrir mão de algumas tendências, pois assim, é mais fácil agradar os diferentes perfis de locatários da proposta coworking, pessoas que nem sempre têm as mesmas afinidades profissionais, destaca.

    Entre as alternativas para otimizar o espaço, móveis multifuncionais e a marcenaria planejada garantem versatilidade. Como exemplo, a arquiteta cita a mesa de reunião, que pode ser usada simultaneamente como estação de trabalho.

    Há espaços coworkings formatados tanto para pessoas despojadas quanto para as mais formais. Nos dois casos, a dica da arquiteta é que sejam considerados a estrutura física, o ambiente de convivência e os serviços operacionais disponíveis. Nada pior do que se locomover entre fios ou precisar de uma tomada e não encontrar, resume citando que funcionalidade está diretamente ligada a boas instalações elétricas, luminotécnicas, hidráulicas, telefônicas, de ar condicionado, sensor de alarme e pontos de rede wi-fi.

    Além disso, os adeptos da proposta devem observar se o mobiliário auxilia na acomodação e organização na mesma medida em que é dinâmico e confortável. Isso inclui cadeiras, teclados, mouses e outros itens. Por serem usados alternadamente por pessoas de diferentes biótipos e algumas vezes por longas horas de trabalho é decisivo certificar de que tudo é ergonômico, lembra.

    Personalidade
    Se o coworking funciona como um escritório ou empresa deve ter a cara do dono, não é mesmo? Embora seja possível organizar os pertences sobre a mesa, em ambientes compartilhados, é preciso bom senso. O importante é não comprometer o fluxo de atividade, então adereços, acessórios e até lembranças de viagens, que aparecem entre os adornos queridinhos, devem ser usados pontualmente, aconselha Natália Eclea.

    Privacidade
    Espaços compartilhados, geralmente, são integrados, mas se há necessidade de um pouco de privacidade, vale a pena considerar se o coworking oferece salas de reuniões separadas ou há possibilidade de espaços reservados na própria sala locada.

    Nesse último caso, elementos vazados, paredes feitas com gesso acartonado, ao invés de alvenaria são alternativas. O importante é que as divisórias sejam práticas, adaptáveis e adequadas em altura ou largura e suficientes para delimitar as estações de trabalho, se for o caso.

    A delimitação do espaço favorece ainda a separação de um ambiente como a copa ou a cozinha, em empreendimentos sem uma área de convivência comum a todos. Afinal, uma pausa para o café também é importante. E não deixa de ser um espaço para dar vazão à criatividade ou ao estresse. Então, quem valoriza esses momentos, deve optar por um coworking que ofereça alternativas similares.

    No piso, os laminados são mais modernos e fáceis de limpar, mas o carpete promove melhor acústica. Então, observe sua necessidade antes de optar pelo espaço pretendido como escritório.

    Lavabo
    O lavabo dos espaços de trabalho coletivo deve estar localizado, preferencialmente fora das salas ou no seu interior. A climatização deve alcança-lo. Geralmente, não costumam ser grandes. Nesse ambiente também vale a máxima menos é mais. Como o lavabo não é privativo, o melhor é que haja ali apenas o necessário e o essencial e que a limpeza esteja sempre a contento.

    Sobre Natália Eclea
    Natalia Eclea é formada em arquitetura e urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e é Master em Arquitetura e Lighting pelo Instituto de Pós-Gradução (IPOG). Com vasta experiência na área, atua como docente nas Faculdades Alves Faria (Alfa) e também como empresária, na NE Arquitetura. O escritório está localizado no Setor Oeste, em Goiânia, e tem entre os pontos fortes, o planejamento e execução de projetos residenciais e comerciais. Sempre inovando, busca inspiração em viagens, congressos, workshops e cursos na área. O resultado é uma vasta lista de clientes, que valorizam funcionalidade, estética e atemporalidade, desde restaurantes, escritórios médicos, empresariais e advocatícios, a grandes empreendimentos, incluindo complexos de lazer em Goiás e no Distrito Federal.